Declaração de fé

Bom, por hoje posso dizer o seguinte:

Não creio no nascimento virginal de Jesus;
Nem sequer creio que Jesus (da forma descrita na Bíblia) tenha existido;
Não creio na Bíblia como um documento histórico;
Não creio que a religião seja algo que nos aproxime do Criador, pelo contrário, é uma empresa apenas, ou um clube;
Sim. Creio num criador, mas muito diferente do que se costuma entender. Não sei bem o que Ele é, mas acho que tenho uma boa idéia do que Ele não é;
Não creio que o homem tenha ido a Lua, mas creio que daqui dois mil anos as pessoas estarão contando este feito histórico;
Creio que as pessoas sempre tem uma motivação boa, mesmo que seja boa para apenas ela, quando fazem algo;
Não creio no demonio, muito menos no inferno;
Não creio que haja algo bom ou ruim;

E respondendo a diversas pessoas que me perguntam, eu não desviei do caminho em que eu andava. I walked just a bit more.

Essa é a versão 0.1alpha da minha declaração de fé!

Oi estranho!

Hoje uma amiga (@Susanasch) postou no Twitter sua indignação ao ser definida como estranha (algo que parece ser frequente). Respondi, claro, que ela deveria tomar isso como um elogio. Como eu não consigo falar coisas desse tipo sem muita profundidade, comecei a pensar exatamente no que eu achava de ser "estranho".
Lembro-me que em uma das entrevistas que fiz para emprego a psicóloga me perguntou como eu me definia, e respondi "estranho". O gerente do projeto e ela levantaram uma das sombrancelhas e disseram que é a primeira vez na vida que alguém se definia dessa forma. O significado da palavra, para a maioria das pessoas, está conectada a um conceito negativo e vou tentar explicar o que é esse lado negativo e quais os lados positivos dessa característica.
Etimológicamente, vem do latin extraneu que significa: externo, o que é de fora, estrangeiro.
As pessoas torcem o nariz ao dizer que alguém é estranho. Geralmente isso é um eufemismo para designar alguém que tem características que a incomodam porém tais características não são facilmente definidas, ou seja, é fácil dizer que alguém é feio, fedido, chato, grosseiro, etc. Entretanto, dizer que alguém é estranho significa que ele não se encaixa nos demais itens mas, de alguma forma, há algo que causa essa estranheza.
O fato de tais características não serem facilmente definíveis a ponto de se poder criar adjetivos mais adequados é exatamente o que torna "estranho" um elogio. Estranho indica algo que não lhe é comum ou conhecido.
Praticamente todas as pessoas que existem tem em suas mentes a ideologia impregnada de uma forma tão profunda, além de uma série de valores e conceitos e são preparadas durante suas vidas para manter seus valores imutáveis e absolutos. Grande parte destas pessoas ainda sequer tem o desejo de questionar a validade de tais conceitos. Estas pessoas são as que costumo chamar de 'massa' do mundo. São a maioria absoluta e não fazem muita diferença na humanidade. São elas que julgam outras como estranhas.
Um julgamento de algo estranho, incomum ou diferente do tradicional deveria causar curiosidade e esta, por sua vez, um ímpeto de procurar encontrar a razão e ir fundo 'na toca do coelho' partindo do pressuposto que as todas as pessoas fazem algo a partir de um motivo. Infelizmente a 'massa' não se interessa pela existência ou pela humanidade e prefere designar o adjetivo 'estranho' com uma concepção pejorativa simplesmente.
Portanto, estranhe-os, interesse-se, procure entender, avalie, mude se for necessário. Seja estranho, incomode, e... let it go!

Cloud neural computing - Homo interneticus

Este não é um post nerd, mas trata de filosofia, antropologia, evolucionismo e tecnologia. Bem... é! É um post nerd!

Estou eu aqui, no fretado, voltando do trabalho para casa, ouvindo Within Temptation e pensando em um assunto interessante que tava rolando no chat do meu setor.
A discussão começou quando eu trabalhava em um ticket aberto por um cliente sobre uma falha de acesso. Durante meus testes me deparei com uma flag no cadastro do usuario no sistema que dizia access_locked=true. Conversando com o cliente percebi que ele conseguia acesso através da aplicação dele, mas não abria uma sessão. Enfim, resolvido o problema, comecei a questionar o significado da flag e um dos caras (Ronald) com quem trabalho começou a me explicar o fundamento do conceito usuário/conta.
Essa conversa acabou virando uma discussão envolvendo mais gente e se tornou muito interessante e divertida. Percebi que, assim como eu, o Ronald também se interessa pela essência das coisas e 'how stuff works'.
Durante a discussão falamos de outros conceitos interessantes como  'boot', 'tilt' e kama sutra. Estas discussões me fizeram por diversas vezes acessar a Wikipedia e o Google para acessar informações que eu já havia lido e precisava dos dados.
Bom. É nesse ponto que esse post se torna interessante.
Nosso cérebro é formado por redes neurais que é formada por neurônios ligados por axônios x dendritos trafegando impulsos quimico-elétricos através das sinapses. As ligações neuronais da forma que são feitas conseguem acessar memórias de informações e fazer análises criando novas informações a armazenando-as. Já parou pra estudar isso? É simplesmente inacreditável e nós sabemos pouco sobre como funciona tudo isso.
Mas analogicamente temos as redes de computadores, a internet e essa coisa toda. Hoje, entretanto, percebi que não são dois sistemas distintos e análogos, mas, pra mim e muitas pessoas, é uma só rede. Quem me conhece sabe o quanto adoro aprender sobre a essencia de todas as coisas; um talento que recebi do meu pai. Mas perceba: algumas áreas do cérebro, como o cortex frotal necessita acessar áreas de memórias para poder fazer as análises racionais. Então abri minha mente e percebi que meu cérebro acessa outras áreas como a Wikipédia ou o Google para acessar informações (já conhecidas ou não) e fazer análises. Pra quem conhece o funcionamento dos computadores sabe que as informações ou arquivos ficam indexados em tabelas que referenciam onde as partes daquela informação está alocada fisicamente.
É incrível, mas a internet se tornou não só uma fonte de aprendizado mas efetivamente uma parte do nosso cérebro, conectado através de mídias complexas.
Mas agora abra mais ainda sua mente e imagine que daqui há algum tempo nossos cérebros poderão acessar a internet em qualquer momento para fazer pesquisas ou acessar informações já armazenadas em "discos virtuais" em algum formato RAW da nossa mente permitindo que armazenemos men os informações ou dados no cérebro e aumentemos nossas capacidades de processamento efetivamente. Seria esse o Homo interneticus?

Individualidade conjugal

Estive pensando e discutindo sobre esse assunto há bastante tempo e acho adequado falar sobre isso agora. Muitas pessoas, principalmente no meio cristão tem a idéia de casamento como se fosse a fusão completa e incondicional de duas pessoas. Fusão sem restrições de todas as áreas da vida de alguém.
No início do meu casamento tentamos viver da forma que nos ensinaram mas com o tempo percebemos a necessidade de investir em nossa individualidade. Casamento é uma fusão de uma parte de nós, mas que reserva ainda a maravilhosa liberdade de sermos dois indivíduos que pensam diferentes, que tem seu próprio jeito de ser, seus interesses, e muitas vezes essa individualidade é a causa de conflitos importantes. Mas a magia do casamento é exatamente a habilidade artística de manter-se individual em dupla e tornar-se um novo ser único composto de duas pessoas.
Alê e eu somos um casal que temos nosso próprio jeito de ser cultivados nesses últimos 10 anos de relacionamento. Esse jeito de ser se reflete bastante no nosso filho Isaque. Nossos valores são muito próximos e concordamos em muitas coisas, como os princípios de educação infantil, por exemplo. Adoramos passar horas conversando sobre princípios e sobre a própria existência. Mas algo é fato. Divergimos muito! Em diversas linhas de pensamento, atitudes e formas de encarar questões temos opiniões completamente opostas e não temos, em muitas delas, a necessidade de convergir ou concordar. Isso é muito saudável, mas requer habilidades como respeito e noção de liberdade.
Uma das necessidades que temos é a liberdade de expressão. Por isso acabei decidindo escrever esse post. Tudo o que penso e escrevo diz respeito somente a mim e não reflete, muitas vezes, a opinião da Alê ou de qualquer outra pessoas com quem eu conviva. Minhas convicções tem tomado um rumo bastante anti-moral devido ao questionamento da ideologia e da moral social comum. Rompi com os vínculos de qualquer pensamento e tenho procurado não partir de pressupostos para criar as teorias (claro que isso talvez seja impossível), e é exatamente o que significa minha tatuagem: um rompimento com os valores predefinidos da sociedade, do pré-conceito e da ideologia.

Brincando na casa do Deus

Hoje fiz algo que não fazia há bastante tempo. Estive em uma igreja evangélica. Bem, não fui a uma reunião de celebração, era apenas um ensaio para o casamento de um casal amigo em que o Isaque será pagem.
Durante o ensaio, um pequeno de 2 ou 3 anos, que acabou se tornando amiguinho do Isaque, veio cochichar (provavelmente reproduzindo o comportamento de um adulto que o ensinou):
(Guri) - Você sabia que não pode correr aqui [na igreja]?
(Eu) - Por que?
(Guri) - Aqui é a casa de Deus!
(Eu) - Será? Mas Deus não brinca?
(Guri) - Nããããoooo.
(Eu) - Mas Ele é feliz né? Então ele brinca!
(Guri) - ???
Bem... claro que isso foi uma maneira de tentar humanizar conceitos a respeito de Deus, baseado naquilo que lemos na Bíblia cristã, mas sai dali pensando, e feliz por ter intrigado o garoto.
Quem ensinou isso ao garoto na verdade tentou intimidá-lo a não correr durante os "cultos" para evitar atrapalhar a organização e o ambiente adulto, afirmando que não se corre na casa de Deus. Minha conversa com ele revelou o que esse tipo de idéia influencia no conceito sobre Deus. O pior é que essa infeliz alma que orientou o garoto não deve se lembrar do episódio, na sua própria Bíblia, quando os apóstolos tentaram impedir a aproximação das crianças e Jesus os repreendeu dizendo "Deixem os pequeninos vir até mim, deles é o Reino dos Céus".
Esse é o motivo de eu não ir mais numa igreja. Não tenho condições de aceitar essa cultura mais, não creio mais na religião.

Viva a democracia?!

Recentemente lí uma notícia falando sobre a discussão do Danilo Gentili um repórter do CQC com o deputado Sérgio Moraes. Aquele bate boca de adolescentes causou a possibilidade de impedimento da entrada da equipe na Câmara. No final não houve tal impedimento e alguém exclamou, comemorando isso com a expressão: Viva a democracia. Além deste fato, procurei o mesmo jargão pela internet a fora e percebi que a conotação da palavra se vincula a liberdade, mas na verdade mais se assemelha a anarquia do que a democracia.
Bem. Isso me inspira a pensar sobre a etimologia do termo, que, significa, governado pelo povo. Mas o nosso país, ou cidade, são governados pelo povo? Sim, mas não de forma direta. Devido a impossibilidade de reunir todo o povo para que se promulguem leis, para que os rumos economicos, sociais, etc sejam definidos o povo institui representantes que sejam seus procuradores nos diversos poderes.
Mas o que tem de bom para a tal democracia ser uma palavra tão repetida, cercada de orgulho, força, alegria e impeto? Seria a democracia mais viável que a monarquia? A democracia tem o papel de governar a comunidade visando o bem da própria comunidade e não de seus indivíduos, individualmente. Portanto a democracia que se fala tanto é mesmo democracia? Acho que não. Acho que o nome mais apropriado para isso alienanarquia grupal. Isto é, uma forma de governo onde cada membro desconhece os interesses da comunidade e escolhe representantes através dos mais exóticos e alienados critérios. Depois de elege-los, nem se interessam em saber o que tem feito, se tem atendido e trabalhado em prol dos interesses da comunidade (especialmente por desconhecerem tais interesses). Mas é notável como cada um entende de política e sabe perfeitamente como governar e diante de tanto conhecimento se reunem nas praças, auditórios, bares, esquinas, banheiros e criticam veementemente o trabalho daqueles que nos representam. Tem excelentes planos de governo como o que ouvi outro dia: se eu fosse o presidente reduziria os impostos pela metade, daria incentivos financeiros para as empresas contratarem mais gente e criaria abrigos para os famintos. Não preciso comentar sobre a estupidez dessa proposta, pior é ver uma proposta parecidíssima com essa, de um partido político, na TV. Mas a pergunta é: para onde a comunidade quer ir? Quais os planos pra conseguir isso? E quais os recursos disponíveis para dar andamento nesses planos?
Não sei o que é democracia na prática. Nunca vi isso num grupo razoavelmente grande e nem sei se essa é uma boa maneira de se governar. Várias pessoas decidindo pra onde vai a comunidade? Será que conseguem consensuar? Ou seria melhor um governo único, autoritário, pra direcionar o povo? Afinal a democracia trouxe a liberdade de expressão mas para que se nem temos liberdade (e vontade) de pensar? E ainda temos o gostinho de dizer que sabemos o que acontece no Brasil e no mundo.
Hehhehe.
Welcome to Matrix!

Sexo lésbico

Bom... tenho prometido pra bastante gente postar sobre homosexualismo, falando um pouco da minha visão sobre o assunto e diversos pontos que tenho aprendido.
É interessante, sobretudo, no caso do sexo lésbico a "ampliação da noção do significado do sexo".
Esse video diz, precisamente, completamente e perfeitamente, a minha visão sobre o assunto e isso deveria ser uma lição para nós, especialmente os homens.


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Em breve espero concluir uma série de posts sobre homosexualismo!